IMIGRAÇÃO EM FRIBURGO: FRANCESES, ESPANHÓIS E ÁRABES


Imigraram para o Brasil, entre 1881 e 1913, mais de um milhão e seiscentos mil imigrantes. Uma parcela destes imigrantes veio para o Estado o Rio, espalhando-se por suas regiões. Havia no Estado do Rio, em 1892, 54.148 indivíduos que se declararam estrangeiros e na matéria de hoje analisaremos os franceses, espanhóis e árabes. O jornal O Friburguense relata que havia “grande número de estrangeiros especialmente portugueses, italianos, espanhóis e franceses” em Friburgo, no final do século XIX. Vejamos estes números.

Dos que imigraram, segundo o levantamento de 1892, os espanhóis aparecem em terceiro lugar em imigração(3.834), os franceses em sexto(1.087) e os árabes não aparecem no censo. Mas sabe-se por outras fontes, como os jornais, que Friburgo recebeu um contingente de árabes no final daquele século. Eram denominados turcos, tendo se ocupado no comércio local. O clube Xadrez e o antigo cinema Leal, em estilo mourisco, pode ter sido influência dos árabes em Friburgo.

Os espanhóis migraram para as regiões norte fluminense (777), serrana(714), Médio Paraíba(669) e Centro-Sul Fluminense(669). Na região serrana, Friburgo foi a que mais os recebeu(304), seguida por Petrópolis(194). Foram para cidades como Campos (347), Macaé(286), Resende(247) e a favorita de todas elas, Paraíba do Sul(476).

Com relação aos franceses, migraram preferencialmente para as regiões norte fluminense(351) e serrana(393). Campos foi a cidade preferida pela maior parte deles(293) e na região serrana, Petrópolis(266) e Friburgo(98). É significativo que Friburgo já possuísse no terceiro quartel do século XIX, uma representação do consulado francês, cujo agente era Auguste Maulaz. Na Rua do Chateau, há referência de que lá residia “o francês” Nicolau Leglay. Havia um anúncio no jornal O Friburguense de assinatura de um periódico francês, Ecos da França, denotando que haveria uma presença de franceses na cidade. Discretos, eram proprietários de um comércio mais sofisticado para atender aos abastados veranistas que vinham para Friburgo na estação calmosa. Na Praça Paissandu, existia a Charcuterie Française, de propriedade de Felix Besnard. O requintado estabelecimento de embutidos vendia boudins, saucisses, crepinettes, patè d’Italie, patè de foie de canard, patè de Pithuiers, langues fourrèes, rillettes de tours, patè de Ruffec, tripés à la mode de Caen, saucissous de Lyon e Arles, preparation de jambons façon, westphalie york, glaces, galantine truffèe, lingüiças, salpicões, morcelas e salames. Mas que delícia de cidade, hein! Logo, nesta Babel de línguas e mosaico de culturas, não podemos menosprezar os cidadãos da terra de Cervantes, Vitor Hugo e dos pais da medicina, os árabes, na construção de Nova Friburgo.

9 Response to "IMIGRAÇÃO EM FRIBURGO: FRANCESES, ESPANHÓIS E ÁRABES"

Anônimo disse...

NAO TENHAMOS DUVIDAS QUE O NOSSO QUERIDO BRASIL AINDA VAI SER A ESPERANÇA DE MUITOS JOVENS EUROPEUS E NAO SO DE MUITAS NAÇIONALIDADES PORQUE O BRASIL TA EM FORTE CRESCIMENTO E ERA BOM QUE NAO PARASSE!

Anônimo disse...

Prezada Janaina, bom dia.
Excelente a sua abordagem, rica e didática!
Sou Cantagalense e atualmente moro em João Pessoa, com visitas frequentes à região.
Agradeceria sua ajuda para obter pistas sobre a chegada de minha família CAMPANATI (OU CAMPANATE) por nossa região.
Já realizamos diversos encontros da família e seria importante conhecer melhor o começo do primeiro casal Giovane Campanati e Luiz Altieri.
Desde já agradeço suas dicas.
César Campanate.

Anônimo disse...

fdps

Anônimo disse...

adorei
me ajudou muito na minha pesquisa

Anônimo disse...

gostaria de saber sobre a origem da família Chermaut , sou descendente mas não sei a procedência deste sobrenome ( francês ou suíço ) . pode ter havido erro na grafia por exemplo ... agradeceria se pudesse me responder !

Deborah disse...

Olá, sou descendente de Espanhóis, meu avô se chamava Romualdo Munhoz, quero muito saber se existe alguns familiares

Deborah disse...

Olá, sou descendente de Espanhóis, meu avô se chamava Romualdo Munhoz, quero muito saber se existe alguns familiares

Irani disse...

Sou tb da familia Chermauth se escreve tb Chermant , Chermautt Shermont cada uma das minhas tias tem o sobrenome escrito de forma diferente .Procedencia da Suissa , vieram no navio DAPHNE em 1819 e a familia morou no numero 30 da Villa S.Joao Babtista no lote 3 em Nova Friburgo .Nossos antepassados se chamavam Jean Francois Sermoud e Anne Marie Thuler, tiveram sete filhos ;Etienne Jean, Agathe Adelaide,Anne Marie,Mariette, Francois e Benjamin (Benjamin faleceu no navio)
E possivel que o forte sotaque fez com que nao sendo compreendido se tornou como nas familias de hoje escrito com "CH"e em varias formas.

Aluguel de Van Gilmar Coelho RJ disse...

Procuro por familiares de " Hortalina Schueng" ( Mae de Elza Tardem de Assunção )

Postar um comentário

AVISO:
É proibido usar palavras de baixo calão neste espaço.
Seja cordial com os outros comentaristas.
Ao fazer críticas, favor fundamentá-las.
Caso esses tópicos não sejam seguidos, os comentários serão deletados sem consulta prévia ao autor.

Related Posts with Thumbnails
powered by Blogger | WordPress by Newwpthemes | Converted by BloggerTheme