O ENGENHO CENTRAL LARANJEIRAS: UMA LINHAGEM DE USINEIROS



















O Engenho Central Laranjeiras







Abaixo: familiares das gerações de usineiros.




































Executivos do Engenho Central Laranjeiras




A história de Nova Friburgo não pode ser entendida se não ampliarmos nosso campo de pesquisa para uma região mais ampla. Refiro-me a análise da história regional compreendendo os atuais municípios de Cantagalo, Bom Jardim, Sumidouro, Duas Barras, entre outros. Foram municípios muito mais importantes do que Nova Friburgo, do ponto de vista econômico, no século 19. Dessas regiões saiu a nobreza fluminense, os barões do café, a exemplo do Barão de Nova Friburgo, Barão de Cantagalo, Barão de Duas Barras, Barão de Rimes, entre outros. Por isso, a matéria de hoje, celebrando o mês de aniversário de Nova Friburgo, tem como objetivo chamar a atenção para a importância da história regional, pois tanto a grandeza quanto a decadência desses municípios tiveram impacto direto sobre a história econômica, social e política de Nova Friburgo.







Toda essa região denominava-se Novas Minas das Cachoeiras de Macacu, desbravada inicialmente, ao final do século 18, por garimpeiros originários de Minas Gerais em busca de ouro. Em 1787 é fundado o arraial de Cantagalo, destinado a servir de núcleo de controle, fiscalização e prospecção das lavras de ouro da região. Como as lavras de ouro dos afluentes dos rios Negro, Macuco e Rio Grande fossem pouco significativos, a Coroa Portuguesa recomendou que os sesmeiros voltassem suas atividades à agricultura com o plantio do café, açúcar, lavoura branca (milho, arroz, feijão, de ciclo curto) e na criação de gado. Foram distribuídas inúmeras sesmarias sobre as terras devolutas e assim, ao longo do século 19, surgiram novos povoados, todos eles fazendo parte da Magna Cantagalo. Ao longo desse século esses municípios foram se emancipando gradativamente de Cantagalo, como foi o caso de Nova Friburgo. Por outro lado, Bom Jardim e Sumidouro também já fizeram parte de Nova Friburgo e se emanciparam. Daí a importância de se conhecer a história regional. Nesse artigo, o objetivo é tratar especificamente de um importante distrito de Itaocara, o distrito de Laranjais, que abrigou uma das maiores usinas de produção de açúcar e derivados: O Engenho Central Laranjeiras.







O Engenho Central do Rio Negro foi construído pelos ingleses, em estilo vitoriano, no último quartel do século 19 e suas instalações foram perfeitamente preservadas por seus proprietários ao longo dos anos. Há referência no jornal O Friburguense de que Galdino do Valle foi acionista do engenho na gestão dos ingleses e que em 1893, a usina recebeu imigrantes chineses, os “chins”. Os ingleses montaram um engenho “central” que tinha essa denominação porque centralizavam a produção de açúcar da região objetivando melhorar a qualidade do produto brasileiro para exportação. O engenho adquiria a cana de terceiros in natura, ou na forma de melaço ou de rapadura. Muitos fornecedores preferiam vender ao engenho a matéria-prima em forma de melaço ou de rapadura devido ao custo do transporte. Ao invés de dar várias viagens em carro de boi para entregar a cana ao engenho, davam-se menos viagens para entregar o melaço e muito menos ainda para entregar a rapadura, pois essa última era mais concentrada. No entanto, em 1896, o Engenho Central do Rio Negro faliu e foi a leilão na Comarca de Nova Friburgo. Faltam pesquisas para se saber o motivo da falência e quem eram esses ingleses. O coronel Luiz Corrêa da Rocha arrematou o engenho na ocasião. Filho de um grande proprietário de terras, o pai de Luiz Corrêa da Rocha chegou a possuir 25 fazendas no noroeste fluminense, mas vendeu a maior parte delas devido à má administração de seus negócios. Corrêa da Rocha teve quatro filhos, três mulheres e um filho homem. Foi seu filho Péricles quem deu um grande impulso econômico ao Engenho Central Laranjeiras transformando-o em uma grande potência econômica no noroeste fluminense, como veremos adiante. Engenheiro, Corrêa da Rocha trouxe um grande mestre de açúcar de Campos, Henrique Laranja, e desenvolveu o açúcar cristalizado, extraindo um açúcar mais claro, com uma granulação uniforme. Fabricava igualmente cachaça. Até então, o Brasil produzia na maioria das usinas açúcar mascavo e sem qualidade. Corrêa da Rocha tinha sua base e domicílio em Bom Jardim e por isso só vinha ao engenho de três em três meses. No entanto, tinha controle absoluto de seus negócios. Acompanhado de seu guarda-livros quando inspecionava o engenho, fazia o balanço da lavoura de cana, da “lavoura branca” e da criação. Percorria todo o “quintal”, como se dizia à época, antes de entrar no setor de moagem e produção. Cada gleba de morro tinha uma denominação, a exemplo do Morro Boa Esperança, e em cada um deles um administrador responsável. Ali se definia quanto iria se plantar de cana. O guarda-livros anotava e aquele trato virava um compromisso entre o administrador e o engenho. Era assim que se fazia estimativa da produção. Em Bom Jardim, Corrêa da Rocha foi proprietário de uma torrefação produzindo o Café Luco, onde “Lu” é de Luiz e “Co” de Corrêa.









Luiz Corrêa da Rocha e família. Péricles é o menino à direita.




O sucessor natural de Corrêa da Rocha foi seu filho Péricles Corrêa da Rocha que administrou o Engenho Central Laranjeiras no período de 1930 a 1956. Advogado, prefeito duas vezes em Bom Jardim, deputado estadual e federal foi cassado na Revolução de 30 e a partir de então teve sua carreira política encerrada. Voltou-se assim para a administração do Engenho Central Laranjeiras que herdara sendo o grande modernizador da usina. Péricles substituiu as moendas primitivas e aumentou a quantidade delas, ampliando inicialmente a produção da usina para 400 toneladas de moagem de cana por dia. O maquinário era francês, pois esses detinham a tecnologia do açúcar. A partir de 1932, o maquinário passou a ser americano. Péricles adquiriu novas terras aumentando o plantio de cana própria e mudou a relação com os fornecedores de cana, melaço e rapadura, não se sujeitando mais às condições dos mesmos, que a vendiam a seu alvitre deixando muitas vezes o engenho sem matéria-prima. Um grande avanço empreendido por Péricles foi a construção de uma hidrelétrica, gerando energia própria. Além de ampliar a produção do engenho, diversificou os seus produtos, pois além do açúcar passou a fabricar éter e álcool farmacêutico. O Engenho Central investiu ainda em 28 km de malha ferroviária própria conectada aos trilhos da Cia. Leopoldina. A malha ferroviária atravessava o Rio Negro e ia até o centro de Valão do Barro, distrito de São Sebastião do Alto. Péricles com seu tino comercial estendeu a linha férrea até o Valão do Barro para negociar com os agricultores das lavouras das margens do Rio Grande. Além disso, Valão do Barro era um grande produtor de fumo, café, arroz, milho e cana.







O Engenho Central Laranjeiras na gestão Péricles chegou a ter 1.500 funcionários. Para tanto, Péricles fez o arruamento no entorno do Engenho Central, criando ruas e construindo residências ao redor da sede do engenho para habitação dos seus funcionários, num total de 149 casas. Havia a Rua do Cinema, a Rua da Horta, a Rua “É com esse que eu vou”, a Rua Beija Flor, entre outras. Era um “correr de casas”, conforme denominavam à época. A sociabilidade dos funcionários não foi desprezada. Um cinema foi construído em 1946, com 300 lugares, um clube social para os bailes e uma banda de música formada pelos mecânicos da usina. Na área da assistência social foi igualmente construído um hospital com 22 leitos e uma farmácia. O Engenho Central Laranjeiras era auto-suficiente. Possuía uma grande lavoura de inhame, mandioca, legumes e hortaliças e colhia-se e pilava-se o arroz. Matava-se até oito bois por dia para o açougue, utilizando todo o subproduto do boi para fazer sabão, e criavam-se porcos. As prestações de serviços também não faltavam a exemplo de um sapateiro que há quase um século tem até hoje sua lojinha no mesmo local. A auto-suficiência era tamanha que além de confeccionarem o tecido do saco do açúcar, o algodão do tecido era igualmente plantado no engenho.






Péricles Corrêa da Rocha. O self made man.




Essa prosperidade atraiu algumas famílias de negociantes libaneses que residiam em Nova Friburgo, a exemplo dos Sarruf, Nacif e Nagib, que instalaram comércio em Laranjais. Afinal, todos queriam vender para os 1.500 funcionários da usina. Mas a maior excentricidade e prova da grandeza do Engenho Central Laranjeiras foi a autorização da Casa da Moeda para emissão de uma moeda própria, para circulação interna em Laranjais. Denominavam de “dinheiro próprio”. O objetivo era que o dinheiro circulasse somente por Laranjais e evitasse a sua evasão. A administração do engenho pagava aos funcionários em “dinheiro próprio”, no todo ou em parte. A moeda era quadradinha com a seguinte inscrição: Engenho Central Laranjeiras. O “dinheiro próprio” circulou ainda em papel moeda, mas o que predominava era em metal. Não havia câmbio. Segundo Marcelo Graça, atual proprietário do Engenho, era mais vantagem trabalhar com o “dinheiro próprio”, pois os negociantes de Laranjais adquiriam com essa moeda produtos que a administração do engenho trazia da Aduana a preços mais baratos, já que não pagavam impostos, como bicicletas, tecidos, chapéu panamá, bacalhau, etc. Chama-se isso de “arranjo local”. Alguns estabelecimentos de outros municípios também aceitavam a moeda de Laranjais. Depois essa autorização de emissão de moeda foi cassada. Só essa passagem vale uma tese de doutorado para entender o complexo sistema da microeconomia local. Em Bom Jardim, Péricles montou ainda uma fábrica de balas, a Busi, empregando 150 mulheres e a vendeu ulteriormente para a Dulcora. Construiu ainda nesse município a primeira fábrica de ovos de páscoa do Brasil.






De 1956 a 1958 a administração do engenho ficou acéfala. Em 1958, Álvaro Luiz Corrêa Graça, em sociedade com um primo, adquiriu de seu tio Péricles e das tias o Engenho Central Laranjeiras. Era a quarta fase da gestão do engenho. Mas os tempos eram outros e veio a crise do setor açucareiro. Segundo Marcelo Graça, filho de Álvaro Graça, o governo militar interferiu na atividade açucareira, criou o IAA - Instituto do Açúcar e do Álcool - e passou a ditar regras. Ainda segundo ele, o governo “passou a ser patrão da usina, dono da usina, era ele quem decidia o preço do açúcar”. Deixou de haver o livre comércio e conseqüentemente a falência de inúmeras usinas. Quando o Engenho Central Laranjeiras encerrou suas atividades em 1972, já haviam falido vinte usinas em Campos, devendo a todo mundo. De acordo com o Dr. Álvaro Graça, “por volta de 1965 e 1970 as grandes usinas foram gradativamente indo a leilão e as famílias tradicionais sendo devoradas. Parecia que havia uma intenção política de tirar o Estado do Rio da atividade açucareira.” Marcelo Graça faz questão de destacar que o Engenho Central não requereu falência, mas encerrou suas atividades tão somente. Nessa ocasião, o engenho moía entre 800 e 1.200 toneladas de cana por dia. Era uma grande usina na década de 70.







Quando o Engenho Central encerrou suas atividades muitos de seus funcionários foram trabalhar nas indústrias de Nova Friburgo, a exemplo da Rendas Arp, Ferragens Haga e metalúrgicas em geral. Era uma mão de obra especializada em fundição e mecânica. Em Nova Friburgo, dava-se preferência a quem trabalhara no Engenho Central Laranjeiras. Quem tivesse registro na carteira de trabalho impresso Companhia Engenho Central Laranjeiras tinha emprego certo: “Isso porque sabem que é rassudo. Porque quem nasce numa usina de cana de açúcar não pode ser malandro”, afirma Marcelo Graça. Ainda segundo ele, “Friburgo inchou e quem inchou Friburgo? Foi o noroeste fluminense. O noroeste fluminense de 1850 era o celeiro alimentar do Rio de Janeiro. Miracema foi o município maior plantador de arroz do Brasil até 1920, aproximadamente. Hoje não produz nem um saco. As linhas férreas viviam carregadas. A madeira de lei do Rio de Janeiro saía daqui(...) O sul do Estado do Rio era pobre, Resende era pobre. Em 1900, o noroeste fluminense era um lugar rico e por que não voltar a ter investimento aqui? Foi o berço da civilização fluminense. Foi mais desenvolvida muito antes do Vale Médio do Paraíba[se refere ao cultivo do café]. O noroeste fluminense tinha lavoura branca [milho, arroz, feijão] que alimentava a Corte. O ciclo do café de Valença até Vassouras foi depois, de 1840 em diante....”




Foram três gerações que se iniciou com o coronel Luiz Corrêa Rocha, originando uma linhagem de usineiros. Atualmente as instalações do Engenho Central Laranjeiras estão sendo adaptadas para a construção de uma fábrica de papel que possibilite trabalhar com qualquer tipo de matéria-prima, seja ela reciclada ou virgem. Inicialmente serão gerados 92 empregos diretos. Depois da diáspora dos funcionários do Engenho Central Laranjeiras para Nova Friburgo, devido a crise do setor açucareiro na década de 70, a situação se inverte. Existem nesse momento 30 homens que residem em Friburgo, de famílias do Engenho Central Laranjeiras, trabalhando na instalação da nova indústria de papel. Nós estaremos “descarregando Friburgo um pouco”, diz Marcelo Graça, triunfante. Diante de todos esses fatos, é possível falar da história de Nova Friburgo sem dialogar com a história regional?






Álvaro Graça: último da linhagem de usineiros.







O Clube Social: Nos bailes do Engenho de um lado ficavam os brancos e do outro os negros.







o antigo cinema







Residência na vila do Engenho







Residência na vila do Engenho







Fábrica de caramelos Busi em Bom Jardim(RJ)






Torrefação de café em Bom Jardim(RJ)









Hidrelétrica construída por Luiz Corrêa da Rocha no início do século 20 em Bom Jardim(RJ)






Residência de Péricles Corrêa da Rocha em Bom Jardim(RJ) ainda pertencente à família.








PRIMEIRA PARTE:


SEGUNDA PARTE:


31 Response to "O ENGENHO CENTRAL LARANJEIRAS: UMA LINHAGEM DE USINEIROS"

Juliana Pinheiro disse...

Boa noite!!! Tudo bem???
Acabo de ler sua matéria sobre o Engenho Central e fiquei bastante emocionada!
Meu pai nasceu, cresceu e viveu lá até mais dos seus 30 anos quando veio pra Friburgo casar-se com minha mãe. Sua casa era naquela vila!!!!
Já frequentei muito o Engenho Central, gosto demais daquele lugar!!!!
Infelizmente meu pai faleceu no ano passado, e sempre que ouço falar do Engenho minha memória remete a ele.
Será que você possui mais informações sobre a história do Engenho, ou fotos que eu pudesse copiar pra guardar de lembrança???
Gostaria muito de poder manter contato com você e obter mais informações sobre um dos pontos de origem da minha vida.
Meu e-mail é jhullynf@hotmail.com
Aguardo esperançosa por uma resposta.
Muito obrigada pela atenção!!!
Um grande abraço

Juliana

P.S. Sou vizinha do Girlan, que foi secretário de comunicação.

Walther José disse...

Amiga Janaína, que reportagem interessante. Na juventude estive por Itaocara e também visitei em Bom Jardim a Fazenda do Dr. Péricles Correa da Rocha, vendo ali, não obstante a sua ausência, diversas invenções suas, que me foram mostradas por meu Pai.Agora conheço a história por completo dessa família que foi muito importante para a região. Fico feliz em saber que um descendente fará rebrilhar o Engenho Central, adaptado aos novos tempos. Meus parabéns. Abraço Walther Neves

Bia Graça disse...

Janaina,
Sou esposa do Marcelo Graça, do Engenho e venho te informar que a casa de Bom Jardim ainda continua na família. Á atual proprietária é Maria Helena, prima do Alvaro Correa Graça.

Anônimo disse...

Nossa! Que emoção!
Sou filha dessa terra querida. Amo muito tudo isso. Que Deus abençoe esse novo empreendimento e seus empreendedores. O relógio, que ainda marca o passado, volte a marcar um novo tempo, que a esperança seja a alavanca para um progresso promissor... Parabéns por tão linda postagem.
Janete

Musé disse...

Puxa vida! Que viagem ao túnel do tempo! Nasci, me criei nesta saudosa terra que tanto amo. É difícil não se emocionar ao ver trechos da minha terra querida. Saudades, muitas saudades!!!!! No Engenho Central formávamos uma só família, pois tudo era muito entrosado. Lá estudamos, nos divertimos nos melhores carnavais, fizemos a nossa primeira Comunhão,tudo era muito organizado. Que Marcello possa realizar o seu grande empreendimento da fábrica de papel. Torcemos por isso.Felicidades!!!!!

Anônimo disse...

SO QUEM VIVEU NO ENGENHO CENTRL SABE O TAMANHO DA EMOÇAO AO LER ESSA HISTORIA LINDA.
HA COMO EU GOSTAIA DE VOLTAR NO TEMPO MAIS COMO NAO DA VOLTO ATRAVEZ DESSA HISTORIA MARAVILHOSA.
OBRIGADO JANAINA POR VOCE PODER NAO SO A MIM MAIS A TODOS QUE VIVEU UM POUCO DESSA HISTORIA, RECORDAR COM TANTA EMOÇÃO , MUITO MUITO OBRIGADA. E VOCE MARCELO CUIDA BEM DESSE PATRIMONIO MEU CARO QUE TAMBEM É MEU É SEU E NOSSO.
UM BEIJO ENORME NO SEU CORAÇÃO.

sandra regina disse...

gostei muito de ver as fotos e relembrar como era o engenho lugar ondenpassei minha infancia,hoje moro no rio e sinto falta dessa cidade pacata mais traquila que tudo possa dar certo em breve irei aí para ver esta fábrica um abrço. sandra

ROMUALDO LUTTERBACK disse...

Romualdo Lutterback
morei no engenho ate 1991, muito bom o lugar ,saudade dessa epoca ,fico feliz em ve essa materia, abraco

jancer alves gualberto disse...

tô torcendo para dar certo a fábrica de papel de Marcelo pra da emprego o povo que sofreu com as chuvas de Friburgo ,que migrou pra lá, e que possa agora voltar à trabalhar aqui fortalecendo a economia da nossa região.

jancer alves gualberto disse...

lembro quando Alvaro luis doou os dormentes da linha férrea para os proprietários de terra pegarem eu acho que foi em 1972

Leny Medeiros disse...

Boa Tarde !
Acabo de ler sua matéria sobre o Engenho Central e fiquei bastante emocionada!Pois meu Pai Francisco Ferreira de Medeiros Junior, trabalhou na usina com Dr. Péricles, pessoa que estimava muito meu Pai era um homem de confiança e de grande responsabilidade e tinha uma carta do Dr Péricles que falava sobre esta responsabilidade. Esta carta acompanhou ele até sua morte. Hoje lendo esta matéria,trago grandes recordações de tudo que ele me contava e a meus filhos.Meu Pai saiu em 1930 mais ou menos .Nessa epoca eu tinha 3 anos.Um grande abraço a Todos. Leny Medeiros Neves

Anônimo disse...

02.08.12
HOJE O ENGENHO CENTRAL PERDE O SEU ÚLTIMO GRANDE USINEIRO:
DR.ALVARO GRAÇA.

Mário Jorge disse...

Querido amigo LULU, você sempre foi e será querido pelos seus amigos, a sua luz estará sempre no Engenho Central fique certo disso. Do amigo Mário Jorge - Rei do Bacalhau

Anônimo disse...

A melhor fase da minha vida passei nessa cidade.: Namorei, curti os belos bailes de fim de ano, carnaval e tantos outros,.Tantas saudades q tocam meu coração e me remetem á um passado alegre e emocionante. Gostaria de saber notícias de algumas ´pessoas q fizeram parte desses tempos aureos tais como: Vanildae Vanda da familia Campani .
Se alguém souber notícias agradeço.
obs: Fiquei muito feliz com esse projeto dessa nova fabrica.
Torço para q o engenho erga-se novamente.

FAMÍLIA E PROJETO DE DEUS! disse...

MEU AVÔ FOI ADMINISTRADOR E MEU PAI FOI APONTADOR, MEU TIO CIDINHO AINDA MORA NO ENGENHO, MINHAS TIAS, EVA, ELMA, LANE, MORAM NO CENTRO DE LARANJAIS....TEMPO MUITO, BOM!!! ME EMOCIONO MUITO AO RELEMBRAR ESSE TEMPO QUE PASSEI FÉRIAS DE FINAL DE ANO...TODA CRIANÇA, TINHA QUE VIVER ISSO NO MINIMO POR UM DIA...BEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS!! EVANDRO SANTOS

Anônimo disse...

meu nome jean márcio bom felix sou filho de Nilda bom e jose Alves felix o je broinha eu nasci no engenho central e sai do engenho com 2 anos de idade mais quando me tornei um adolecente comecei a ´passar a minhas férias escolares no engenho e Itaocara eu conheci o engenho central já na valencia da usina mais escutando as historias da mae e do meu pai principalmente com ele viveu no trabalho na usina e suas atividades esportivas como jogador do engenho além de ser jogar ele participada de varias atividades do clube social por isso eu sou apaixonado pela historias que envolve o engenho central tenho familiares em Itaocara e todo carnaval passo la .

Elisio F. Costa disse...

A minha mãe nasceu no Engenho Central, assim como as minhas tias e tios. O meu avô, Benevides, nasceu em Itaocara, trabalhou no Engenho Central e também jogou no time de futebol do Engenho, ele e seus irmãos. Era pequenino e por isso os seus colegas o chavam de Pingo. Nasceu em 1900 e saiu de lá em 1945. A minha avó foi cridada da familia do Dr. Vahia.

Nancy M. Machado disse...

Em 17.12.14 - Meu nome e Nancy e vi seu comentario sobre o Engenho Central preciso de mais informacoes sobre a ferrovia que la existiu e acho que vc e a pessoa certa para me ajudar meu contato e 21 2322-5557 e ycnan@ig.com.br grata pelo retorno.

Anônimo disse...

Sou João Paulo Oliveira, O E.C.Laranjais Faz parte da minha vida, pois frequentei sempre esse lugar maravilhoso. Meu Cunhado, MILTON QUEIROZ. Foi um dos capatazes de Dr, Alvaro Luis. Minha Irmã EUGECIR. meus Sobrinhos WILSOM ,EVALDO,IVAIR. e NEUZA MARIA.
Rio, 02/06/ 2015.

Anônimo disse...

João Paulo Oliveira, Ainda Hoje Publiquei no Meu FACE. qu o Engenho Central Laranjeiras é Das Lembranças que Trago na Vida. Vc, E.C.L. È A SAUDADE QUE GOSTO DE TER.

Anônimo disse...

As Informações sobre o Clube estão ERRADAS, não eram BRANCOS de un lado e NEGROS do outro, eram DOIS Clubes, Assim me Informaram na Hépoca, 1956.
João Paulo Oliveira.

Anônimo disse...

Sou Cunhado de MILTOM QUEIROZ, entre meus Sobrinhos tinha mais um NILTINHO Já Falecido era o Caçula da Familia. Gostaria de ter Noticias dos Filhos de ZÉ MAMÃO, ADEMIR,MARLUCE,ZUNTA,IAZINHA,LUCINHA,e LEINHA, das Amigas IVANIR<ARLENE,AÍDA,PENHA,LUCIA LADEIRA,GENESSI,Todos conhecidos da Familia CAMPANI. Eu Frequentei o E,C,Laranjeiras de 1956 a1970 Meu nome no FACE, é João Paulo Oliveira,Sou Irmão de DONA GESSI, Ainda viva Graças a DEUS.

Anônimo disse...

O Eng.Central Laranjais tinha DOIS Clubes para seus funcionários e moradores, UM era no centroo dos brancos, o outro dos Moreninhos era no correio da OLARIA. isso em 1956. época que comrcei a frequentar o Engenho. João Paulo Oliveira Cunhado de Miltom Queiroz, Já Falecido.

Anônimo disse...

falar do engenho,me emociona muito,praticamente sou filho desta terra,neto de waldemar e vitoria passei grandes momento da minha infancia,tenho muita saudade,daqueles tempo da folia de reis,banho na laje sem contar os baile do clube,desejo que esta fabrica,creça bastante e que o povo que se afastarão volte,um dia retornarei a este lugar lindo,um abraço para todos que ai continuam,que deus sempre
ilumine o caminho de todos,

Anônimo disse...

Quero Agradecer, ao Sr,Jefferson Araújo,Gestor do Grupo, Amigos do Engenho Central, a Possibilidade de Fazer Parte do Grupo,E por me colocár em Contato com Leinha Ferreira, uma das Filhas de Zé Mamão e Dona Rosa,
JOÃO PAULO OLIVEIRA,

Eliete Melgaco disse...

Meu pai também e do Engenho Central e sempre me contou história desse lugar lindo... tenho algumas fotos de lá... ainda tenho parentes no engenho central ....Sempre dizia que se tivesse dinheiro colocava o engenho pra funcionar.. que pena que tudo chegou ao fim ... mais torço pra que um dia tudo volte a ser como era antes...

Eliete Melgaco disse...

Meu pai também e do Engenho Central e sempre me contou história desse lugar lindo... tenho algumas fotos de lá... ainda tenho parentes no engenho central ....Sempre dizia que se tivesse dinheiro colocava o engenho pra funcionar.. que pena que tudo chegou ao fim ... mais torço pra que um dia tudo volte a ser como era antes...

DEFENSORES DO EVANGELHO disse...

Olá sou Arlette , morei no engenho e sai de lá em 1957. Gostaria de saber notícias de algumas pessoas que moraram lá durante essa época principalmente os da família Campany , Dantas e minhas grandes amigas Vanilda e Vanda. Se alguém souber ficarei muito feliz.Se souberem de algo envie para o meu email: limfonsec@hotmail.com Como sinto saudades desse tempo q não volta mais

Andre Luiz Pereira Nunes disse...

Olá, estou buscando o escudo do Engenho Central, de Itaocara, time que disputou o antigo Campeonato Fluminense. Por acaso você tem ou sabe quem tem?

Zely Diniz Coimbra disse...

Parabéns Janaina Botelho por esse trabalho maravilhoso!!!!! Já estive no Engenho central algumas vezes e fiquei encantada com a história desse lugar. Meu pai e minha mãe nasceram próximo ao Engenho Central eles sempre comentavam 0 período da cana- de -açucar.

Anônimo disse...

Nossaa... que reportagem!! Sou Itaocarense e não conhecia a históri! Parabéns! Excelente matéria!

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